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Transporte inclusivo facilita acesso à saúde e educação em Porto Velho

Serviço atende pessoas com TEA e pessoas com deficiência que enfrentam dificuldades para utilizar o transporte coletivo convencional

Cidade: Porto VelhoAssessoria de imprensa

Uma consulta marcada, a terapia que não pode esperar ou uma atividade educacional que faz parte do acompanhamento. Para pessoas com deficiência ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), chegar até esses atendimentos nem sempre é uma tarefa simples.


Em Porto Velho, dois serviços de transporte especializado ajudam justamente nesse deslocamento, o Transporte Multissensorial, voltado às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), e o PVH Acessibilidade, destinado a pessoas com deficiência física severa que tenham dificuldade ou impedimento para utilizar os ônibus convencionais.


Os veículos foram preparados para atender necessidades diferentes. No transporte multissensorial, por exemplo, o ambiente conta com recursos que ajudam a reduzir estímulos durante o percurso, como abafadores de som. Já os veículos do PVH Acessibilidade possuem estrutura adaptada para o embarque e transporte de pessoas com mobilidade reduzida.


“A gente trabalha para que Porto Velho seja uma cidade onde todos tenham condições de ir e vir. Esses veículos atendem pessoas que precisam de um transporte adequado às suas necessidades e, principalmente, famílias que dependem desse serviço para manter uma rotina de consultas, terapias e atividades essenciais. Inclusão também é garantir acesso”, destacou o prefeito Léo Moraes.


Como funciona

Os serviços são destinados principalmente aos deslocamentos relacionados à saúde e à educação, como consultas médicas, sessões de terapia e atividades educacionais diretamente ligadas ao acompanhamento terapêutico do usuário.


O secretário municipal de Segurança, Trânsito e Mobilidade, Iremar Torres, explica que muitas famílias ainda não sabem que podem solicitar o atendimento.


“São serviços pensados justamente para quem encontra uma dificuldade real para fazer um deslocamento. O primeiro passo é fazer o cadastro, apresentar a documentação e, depois da aprovação, os deslocamentos podem ser agendados conforme a disponibilidade. A gente quer que as famílias conheçam esse serviço e saibam como acessar, porque ele existe para facilitar essa rotina de quem precisa chegar a uma consulta, uma terapia ou a uma atividade educacional”, explica Iremar Torres.


Quem pode solicitar

Para ter acesso ao serviço, é necessário realizar um cadastro no aplicativo PVH+ ou na Semtran e apresentar laudo médico atualizado, com o diagnóstico e as informações sobre as limitações do usuário, além de RG, CPF, comprovante de residência dos últimos três meses e a folha de rosto do Cadastro Único.


Entre os critérios está a comprovação de renda per capita de até meio salário mínimo. Após o envio da documentação, a análise pode levar até 15 dias úteis, e o atendimento é disponibilizado conforme a existência de vagas.


Cadastro pode ser feito pela internet

Quem precisa do transporte não precisa ir obrigatoriamente até a Semtran para iniciar o processo. O cadastro pode ser realizado pela plataforma oficial PVH Acessibilidade.


Após a aprovação, o agendamento deve ser solicitado com pelo menos 24 horas de antecedência.


Quem preferir também pode fazer o cadastro presencialmente na sede da Semtran, bairro Três Marias, com atendimento ao público das 8h às 14h.


Os transportes especializados funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos sábados, das 8h às 12h, exceto feriados.


Mais do que oferecer um veículo adaptado, a proposta é diminuir uma barreira que faz diferença na rotina de muitas famílias: conseguir chegar onde é preciso com mais segurança, conforto e autonomia.

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